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Os meus diários gráficos servem como medidores.
Medem o tempo que passou. Revelam como desenho. As referências que tenho. O que leio. O que vejo. São-me úteis para reter a informação que acho mais relevante. Quando leio alguma frase ou parágrafo que acho importante escrevo-o. Colo imagens que me chamam a atenção. Concebo imagens que se formam na minha cabeça e o meu alter ego começa a ganhar vida num rapaz chamado Ernst. Um diário gráfico é uma grande companhia. Não tenho uma razão forte e não sei sinceramente porque os faço. Sem dar por isso ganharam vida. Existem.
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