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Sinto um impulso quase desesperado de me enfrentar nas folhas ou onde for, onde possa riscar, o desenho é uma paixão, é um desafio.
O diário é formato que responde à necessidade, desejo, e obsessão de desenhar de forma contínua, e nele afiro os meus sentidos e reconheço os meus limites e capacidades, é um lugar solitário onde a intriga é permanente. É nele que a experiência do desenho como disciplina prática, como processo temporal, exponencia o processo criativo, encontrando o fim a meio, a orientação no sentido contrário, tornando-se num questionário imprevisível, onde as respostas são mais que as perguntas, é um processo de descoberta permanente.
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